Abreviatura, siglas e símbolos

Abreviatura é a “apresentação de uma palavra por meio de alguma(s) de suas sílabas ou letras, usada no tratamento documental” (CAMARGO e BELLOTO, 1996:1).

Evitemos inventar abreviaturas, exceto aquelas que se referirem a elementos conceituais ou referências a obras clássicas repetidas extensiva e intensivamente no trabalho.
Segundo recomendação da SOAPQR,
evite-se o uso de abreviaturas que não
sejam de domínio comum entre os
leitores do texto.
Entre as mais comuns universalmente aceitas, há: designação de ano ou século em relação à era cristã (a.C., d.C.); a expressão etc. (et cœtera); meses do ano em ilustração, tabelas e referências (jan., fev., mar., abr., mai., jun., jul., ago., set., out., nov., dez.); designações comerciais (Cia., Ltda., S/A, S/C).
Siglas criam dificuldades para o leitor, porque exigem que sejam decifradas. A regra é evitá-las, principalmente em títulos, exceto em casos consagrados, como Aids, Bradesco, Embratel, ONU, OLP, USP.
Observe-se a seguinte padronização:
  1. não usar pontos: ONU e não O.N.U.;
  2. escrever por extenso seu significado, de preferência logo após a primeira menção: O filme vai ser exibido no MIS (Museu da Imagem e do Som), exceto quando a sigla for muito consagrada, como Aids, Bradesco, ONU;
  3. usar apenas letras maiúsculas para sigla com até três letras: OMS, DPF, ONU. Mas atenção: alguns nomes, como Efe (a agência de notícias espanhola) e Fed (o banco central norte-americano), parecem siglas, mas não são;
  4. empregar maiúscula apenas na primeira letra de siglas com mais de três letras que podem ser lidas sem dificuldade como palavra: Unesco, Banespa, Petrobrás, Sudene, Sesc, Prona;
  5. usar apenas letras maiúsculas para sigla que exija leitura letra por letra: UFMG, SBPC, DNDDC, DNER, PMDB;
  6. há algumas exceções consagradas, como CNPq, UnB;
  7. se precisar formar plural, acrescente-se s minúsculo: TVs, BTNs.
Os símbolos das unidades de medida não são abreviaturas nem siglas, devendo ser escritos em minúsculas, exceto aqueles etimologicamente ligados a nomes próprios; assim: g – grama; m – metro; kg – quilograma; V – volt (maiúsculo, por causa de Alessandro Volta), s – segundo. São grafados sem ponto de abreviação e sem plural (FOLHA, adaptado).
A ABNT, na NBR 6032, define regras para se criarem abreviações. Algumas dessas regras são:
não se abreviam palavras com menos de cinco letras;
  1. devem-se suprimir artigos e preposições;
  2. o tipo do periódico abrevia-se com uma letra maiúscula (p.ex.: B. boletim, C. correio, D. diário, F. Folha, G. gazeta, J. jornal, R. revista);
  3. os substantivos abreviam-se com a primeira letra maiúscula e os adjetivos em minúscula, exceto para nomes de entidades (Revista Brasileira de Medicina Veterinária = R. bras. Med. vet.; Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária = Soc. Bras. Med. Vet.).
Os meses, a serem mencionados nas referências de periódicos, são sempre abreviados na língua de origem do artigo; segue-se quadro com abreviaturas em algumas línguas; observe-se a grafia nas línguas românicas – em minúsculas; nas germânicas, inicial maiúscula.
Quadro de abreviaturas:
Os meses devem ser abreviados na forma da língua na publicação original.
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