Elementos gráficos nas teses e dissertações: ilustrações, fotografias, desenhos, tabelas, diagramas

As ilustrações que acompanham as teses ou dissertações devem estar seguidas de legenda, e deverão ser indexadas, ou lançadas em lista geral de ilustrações, como melhor convier. O revisor atentará aos textos das legendas e aos intertextos em que o elemento gráfico implicar. O formatador procurará a melhor situação espacial para os elementos na página, segundo as restrições que as normas impuserem.
Dependendo do número delas e dos seus tipos, a numeração pode ser por cada tipo (Foto 1, Foto 2... Tabela 1, Tabela 2...) e também pode a numeração fazer referência ao capítulo em que o elemento gráfico foi inserido (Foto 2-1, Foto 2-2...); as alternativas ficam abertas à adequação de cada caso.
O revisor de texto está atento aos sentidos das ilustrações.
Qualquer ilustração deve
agregar informação.
Várias são as possibilidades atuais de introdução de ilustrações no texto. A disposição das ilustrações pode se subordinar à sua natureza, ao texto ou à exigência de destino do trabalho, com amplas possibilidades.
Os cuidados a serem tomados se referem ao excesso – cabe ponderar sobre a necessidade da ilustração e sobre a informação que ela agrega ao texto; se não for realmente pertinente, é preferível descartar; no que se refere aos gráficos, fluxogramas e outros elementos ilustrativos criados para o trabalho, é bom verificar se possuem tamanho e cores adequadas – sóbrias – como convém ao texto científico; as cores que os programas mais usuais de planilha de cálculo usam automaticamente parecem bastante adequadas, não sendo preciso inventar muito.
Outra recomendação quanto à quantidade de ilustrações coloridas, recurso tão fácil com os computadores atuais, refere-se aos custos: é bom ter em mente que cada cópia ou impressão laser de página em preto e branco custa hoje alguns centavos, mas as coloridas custarão algo acima de R$2,00 cada uma.
Quando a ilustração provier de outro autor, dispensa-se menção à fonte: tudo aquilo cuja fonte esterna não é mencionada no texto fica atribuído a seus autores.

  • Diagramas

Os programas de editoração, o Word o mais comum deles, permitem atualmente a construção de uma gama infindável de diagramas e gráficos de toda espécie que permite elucidar temas complexos. Aquela piada: "Entendeu ou quer que desenhe?" - passa a ser um pouco verdade. Muitas vezes um esquema gráfico transmite melhor uma ideia que muitas palavras, mas tenha sempre em mente que o intérprete, o leitor, pode também incorrer em erro.
“A seguir é esboçado um diagrama sobre os conceitos discutidos:
O texto em que trabalhamos tem destaque, traga sua dissertação a nós.Diagrama
A diferença entre a contabilidade pelo regime de caixa e a contabilidade pelo regime de competência reside no aspecto temporal de reconhecimento de receitas e despesas” (MARTINEZ, 2001:33).


  • Desenhos 

Vários tipos de desenhos podem ser usados como ilustração dos trabalhos acadêmicos, inclusive desenhos feitos apenas com os recursos do próprio editor de textos , como o do exemplo a seguir:
A dissertação e a tese merecem formatação profissional.
Revise e formate consco.
“A figura abaixo ilustra as possíveis configurações numa cadeia de polímero(...):
Desenho:

(NASSIF, 2002:118).

Recomenda-se que os desenhos feitos em editor de textos sejam agrupados em todos os seus componentes e convertidos em figura, para que não se percam informações e que não haja problemas futuros de editoração.


Outros desenhos podem ser escaneados e introduzidos. Observar que a resolução do escaneamento não seja alta para que o documento não fique muito grande, nem baixa demais que prejudique a imagem no momento da impressão. Algo entre 50 e 120dpi deve ser suficiente.

  • Fotografias

Com a ampla difusão das câmaras digitais e dos scanners, a possibilidade de acesso a imagens, registro de procedimentos e reprodução de documentos se ampliou muito além de limites ainda bem recentes. É preciso que se apresentem esses dados imagéticos nos trabalhos acadêmicos atuais, assim como é necessários que não se excedam neles, a menos que as imagens sejam realmente o foco do trabalho. O critério de cada um e o patrulhamento dos orientadores costumam ser suficientes para que se estabeleçam os limites.
Às fotografias aplicam-se os mesmos comentários referentes às legendas, escaneamento – quando for o caso – ou inserção no texto que foram feitos para as outras ilustrações. Não parece apropriado que ocupem mais de 40% da mancha na página e devem estar o mais próximas possível do texto a que corresponderem.
Cada dissertação que revisamos recebe atenção total.
Ao formatarmos, inserimos legendas e índices.
Fotografia 1 – Colégio e Santuário do Caraça
Descrição do atrativo: Propriedade da Congregação da Missão dos Padres Lazaritas, ou Vicentinos, o Parque Natural do Caraça, hoje, é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN, com 11.233 hectares. Além disso, possui o título de Zona de Vida Silvestre e seu conjunto arquitetônico está tombado pelo SPHAN, que lhe conferiu o título de Patrimônio Cultural. O Santuário, localizado a 1.300 metros de altitude, pode ser considerado o maior atrativo turístico da região, em virtude da diversidade de modalidades turísticas ali existentes e da qualidade das atividades que delas decorrem” (MAGALHÃES, 2000:139).


  • Gráficos

Os gráficos têm a função de apresentar visualmente os dados coletado e podem ser apresentados em tabelas que os precedam. A informação, apresentada em mais de uma forma, permite sua intelecção ampliada. Muitas vezes as relações de grandeza apresentadas numa tabela não são são tão visíveis quanto no gráfico ou vice-versa.
Diversos tipos de gráficos podem ser usados; o deste exemplo é conhecido como “radar”, permite visualizar grande quantidade de fatores correlacionados.
Leia muito e escreva bastante. Revise conosco.
Fatores intervenientes no uso do computador
[percentual por escola].
O título de cada ilustração deve ser objetivo. A apresentação de quadros e tabelas está regida pelas Normas de apresentação tabular (IBGE, 1979) e Normas de apresentação tabular (Conselho Nacional de Estatística, 1958).

A ABNT define normas para tabelas e figuras (NBR 6029 e NBR 6822). Nessas normas, há distinção entre tabelas e quadros. Segundo a ABNT, tabelas apresentam informações tratadas estatisticamente e quadros contêm informações textuais agrupadas em colunas.
A melhor obra disponível sobre o assunto é a publicação do Tribunal de Contas da União: Técnicas de apresentação de dados; além de excelente, é gratuita, pode ser obtida na internet.

  • Tabelas

    As tabelas são conjuntos de dados estatísticos, associados a dado fenômeno, dispostos em determinada ordem de classificação. Expressam as variações qualitativas e quantitativas do fenômeno. A finalidade básica da tabela é resumir ou sintetizar dados de maneira a fornecer máxima informação em mínimo espaço. Devem ser evitadas linhas verticais nas tabelas e as linhas horizontais devem se limitar, sempre que possível, ao cabeçalho e ao rodapé. Na apresentação da tabela devem ser levados em consideração:

    1. Toda tabela deve ter significado próprio, dispensando consultas ao texto;
    2. a tabela deve ser colocada em posição vertical, para facilitar a leitura dos dados. No caso em que isso seja impossível, deve ser colocada em posição horizontal, com o título voltado para a margem esquerda da folha;
    3. se a tabela ou quadro não couber em uma página, deve ser continuado na página seguinte. Neste caso, o final não será delimitado por traço horizontal na parte inferior e o cabeçalho será repetido na página seguinte;
    4. O carinho que você teve por sua dissertação nós vamos redobrar na revisão.
      Exemplo de tabela
    5. não devem ser apresentadas tabelas nas quais a maior parte dos casos indiquem inexistência do fenômeno (PUC-PR).

    As tabelas podem usar fontes bem menores que as do texto corrente, para possibilitar a inclusão de grande volume de informações em espaço pequeno, possibilitando a visão global dos dados. As fontes da tabela abaixo, obtida em BRITO (2000:22), são de corpos 10 e 9.

    • Quadros

      Denomina-se quadro a apresentação de dados de forma organizada, para cuja compreensão não seja necessária qualquer elaboração matemático-estatística. A identificação será feita com o nome do elemento quadro, seguido do número de ordem em algarismo romano (PUC-PR).

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